T
E O R I A (Referencial Físico
Matemático) |
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Nota do Autor
As aplicações das Ondas Eletromagnéticas
nas Engenharias são amplas o suficiente para não ser
possível a exploração de todas as suas modalidades
no presente estudo. Portanto, aqui se optou por focar mais de perto
as aplicações das Ondas Eletromagnéticas na
Ciência da Eletrônica e nos Meios de Comunicação
de Massa. Sugere-se que outro título dessa coleção
seja visitado e explorado, a fim de que os temas aqui tratados possam
ser ainda mais ampliados e aprofundados.
No Portal do Professor - MEC, procure por: Ondas
Eletromagnéticas: Aplicações na Engenharia.
1. POPULARIZAÇÃO DAS RADIOCOMUNICAÇÕES
Guglielmo
Marconi chegou a Londres onde requereu uma patente
do transmissor e receptor de radiocomunicações,
recebendo-a. No ano seguinte seguiu para Nova York onde repetiu
também obteve patente similar. Ainda em Londres foi
fundada com sua ativa participação a Companhia
Marconi, com o fim de explorar comercialmente, as patentes
do "inventor". A referida companhia, sendo uma organização
exclusivamente comercial, fundada com fins lucrativos, possibilitou
um rápido aproveitamento do novo sistema de comunicações,
popularizando e divulgando o interesse pelas radiocomunicações
em geral.
Neste sentido não podem, sem dúvida alguma,
ser negados grandes méritos a Guglielmo Marconi pelo
seu pioneirismo e sua inteligência no aproveitamento
das possibilidades. Em 1899, teve sucesso na transmissão
sem fios do código
Morse através do canal da Mancha. Dois anos
mais tarde, conseguiu que sinais radiotelegráficos
(a letra S do código Morse) emitidos da Inglaterra,
fossem escutados claramente em St. Johns, no Labrador, atravessando
o Atlântico Norte. A partir daí, fez muitas descobertas
básicas na técnica radio. Em 1909,
recebeu, com Karl Ferdinand Braun, o Prêmio Nobel
de Física.
Em Outubro de 1943, a Suprema Corte dos EUA considerou ser
falsa a reclamação de Marconi que afirmava nunca
ter lido as patentes de Nicolas Tesla e considerou que não
houvesse nada no trabalho de Marconi que não tivesse
sido anteriormente descoberto por Tesla. Infelizmente, Tesla
tinha morrido nove meses antes. No entanto, e muito embora
Marconi não tenha sido o inventor de nenhum dispositivo
em particular (ao usar a bobina de Ruhmkorff e um faiscador
na emissão, repetiu Hertz, e usou o Coesor de Branly
na recepção, acrescentando a antena
de Popov a ambos os casos), parece ser possível afirmar
que Marconi é, na verdade, o inventor da rádio.
Ninguém, antes dele, teve a idéia de usar as
ondas hertzianas com o objetivo da comunicação
(exceto Landell de Moura, um padre brasileiro, geralmente
esquecido na história da invenção do
rádio).
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Guglielmo_Marconi
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2. A INVENÇÃO DA PALAVRA
TELEVISÃO
Televisão
significa, literalmente, "ver à distância".
Constantin
Perskyi havia cunhado o termo televisão
em um papel, para lê-lo no Congresso Internacional de
Eletricidade na Feira Mundial Internacional em Paris em 25
de agosto de 1900. Perskyi revisou o papel das tecnologias
eletromecânicas existentes, mencionando o trabalho de
Nipkow e outros. A fotocondutividade do elemento químico
Selênio associado à idéia do disco de
Nipkow foram repensados para uso prático na transmissão
eletrônica de imagens fixas e fotografias, afetando
as tecnologias que no futuro - década de 20 - passariam
a ser utilizadas para a transmissão de sinais de televisão. |
3. TRANSMISSÃO DE VOZ PELO RÁDIO
Roberto
Landell de Moura (1861 - 1928), padre e cientista
brasileiro, foi pioneiro na transmissão da voz, utilizando
equipamentos de rádio de sua construção,
patenteados no Brasil em 1901, e, posteriormente, nos Estados
Unidos em 1904. Landell transmitiu a voz humana por meio de
dois veículos. O primeiro, um transmissor de ondas
eletromagnéticas que utilizava um
microfone
eletromecânico, de sua invenção; este
microfone recolhia as ondas
sonoras através de uma câmara de ressonância,
onde um diafragma
metálico abria e fechava o circuito do primário
de uma bobina de Ruhmkorff, e induzia no secundário
dessa bobina uma alta tensão, que era irradiada
ou através de uma
antena, ou de duas esferas
centelhadoras. A detecção era feita por dispositivos
que foram sendo melhorados ao longo do tempo. O segundo meio
utilizado pelo cientista era através do aparelho de
telefone
sem fio, que utilizava a luz
como uma onda portadora da informação de áudio.
Neste aparelho, as variações das pressões
acústicas
da voz do locutor eram transformadas em variações
de intensidade de luz, de acordo com as ondas de voz, que
eram captadas em seu destino por uma superfície parabólica
espelhada, em cujo foco havia um dispositivo cuja resistência
elétrica variava segundo as variações
da intensidade de luz. No circuito de detecção
havia apenas o dispositivo fotossensível, uma chave,
um par de fones de ouvido e uma bateria. Por utilizar a luz
como meio de transporte de informação, Landell
é considerado um dos precursores das fibras
ópticas. |
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4. PADRE LANDELL DE MOURA: UM BRASILEIRO
NOTÁVEL
O
padre Roberto Landell de Moura nasceu no centro da cidade
de Porto Alegre (RS - Brasil), em 1861. Realizou os seus primeiros
estudos em Porto Alegre e São Leopoldo, antes de seguir
para a Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Em companhia
do irmão Guilherme, seguiu para Roma, matriculando-se
a 22 de março de 1878, no Colégio Pio Americano
e na Universidade Gregoriana, onde estudou física e
química.
Completou sua formação eclesiástica em
Roma, formando-se em Teologia, e foi ordenado sacerdote em
1886. Quando voltou ao Brasil, substituiu algumas vezes o
coadjutor do capelão do Paço Imperial, no Rio
de Janeiro, e manteve longos diálogos científicos
com D. Pedro II. Depois disso, serviu em uma série
de cidades dos Estados do Rio Grande do Sul e de São
Paulo: Porto Alegre, Uruguaiana, Santos, Campinas e São
Paulo. No Brasil, como autodidata, continuou seus estudos
e realizou as suas primeiras experiências públicas
na cidade de São Paulo, no final do século XIX.
O Exército Brasileiro em homenagem ao insigne cientista
gaúcho concedeu em 2005 a denominação
histórica de "Centro de Telemática Landell
de Moura" ao 1° Centro de Telemática de Área,
organização militar de telecomunicações
situada na cidade de Porto Alegre.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Landell_de_Moura |
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5. A INVENÇÃO DA VÁLVULA
ELETRÔNICA E A
REVOLUÇÃO DO TRANSISTOR
Lee
De Forest (1873 - 1961) nasceu em Iowa, USA. Ele recebeu o
grau de doutor em Filosofia da Universidade de Yale, em 1899,
a respeito da reflexão das ondas eletromagnéticas.
Suas duas invenções, a válvula eletrônica
e a válvula utilizada em cinema, são consideradas
as mais importantes. |
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O transistor,
fundamentalmente, fazia o equivalente a um tríodo,
a válvula eletrônica que, aquela altura, era
amplamente empregada nos equipamentos de rádio, televisão
e outros equipamentos. Mas a revolucionária diferença
estava em alguns pontos, comparativos com as válvulas:
Tamanho:
os transistores (sem estarem encapsulados) são,
em média, de cem a mil vezes menores;
Consumo de energia elétrica: os transistores
gastam centenas de vezes menos energia;
Energia térmica dissipada: os transistores
dissipam muito pouco calor, se comparados às
válvulas eletrônicas;
Integração em escala: transistores podem
ser interligados com muito maior facilidade, ocupando
muito menos espaço e oferecendo menor complexidade
nos circuitos.
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Tamanhos
comparativos (valores aproximados) entre a válvula eletrônica
(à esquerda) e os transistores feitos de Silício:
economia de energia, espaço e custos. |
6. TRANSDUTORES
DE IMAGEM E SOM
Um transdutor é um dispositivo que permite transformar
energia de uma modalidade em outra. Por exemplo, uma lâmpada
elétrica é um transdutor que tem em sua entrada
energia elétrica e, em sua saída, energia luminosa
e térmica. Certamente, normalmente não se utiliza
uma lâmpada para aquecer, a não ser em estufas, tratamento
fisioterápico e outras aplicações, mas o
fato é que, além da energia luminosa que se quer,
também aparece o subproduto, que é a energia térmica.
Outro transdutor é um gerador elétrico, que, em
síntese, transforma energia mecânica (movimento)
em energia elétrica (eletricidade), corriqueiramente chamados
dínamos.
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Um sistema de amplificação básica de
áudio pode ser visto no esquema: nele, um locutor
utiliza um microfone para se comunicar com uma grande platéia
e pretende ser ouvido por todos. Observe que a saída
do microfone é ligada a um amplificador eletrônico
e este a um sistema de alto falantes, garantindo a boa transmissão
sonora aos ouvintes. |
7. FUNCIONAMENTO
ELEMENTAR DE UM SISTEMA DE TRANSMISSÃO-RECEPÇÃO
DE RÁDIO
O objetivo essencial de um sistema de transmissão-recepção
de rádio é permitir que informações,
aqui entendidas como música, notícias, chamadas
etc., possam chegar aos chamados ouvintes.
O sistema se baseia nas leis físicas do Eletromagnetismo,
mas também incorpora outras fontes de conhecimento e tecnologias,
como a Eletrônica, a Acústica etc.
8. FUNCIONAMENTO
ELEMENTAR DE UM SISTEMA DE TRANSMISSÃO-RECEPÇÃO
DE TELEVISÃO
O processo de transmissão e recepção de sinais
de televisão, em essência, não é diferente
da transmissão e recepção de rádio.
No entanto, algumas características devem ser destacadas,
como próprias para a TV.
Em primeiro lugar, as freqüências de transmissão
são mais elevadas que para o rádio, estando situadas
aproximadamente entre 106 e 109 Hz. Para
essas freqüências os circuitos eletro-eletrônicos
apresentarão algumas características próprias,
como os formatos das antenas de transmissão e recepção,
a complexidade maior uma vez que a televisão também
é um sistema de transmissão de rádio que
deve ser sincronizado ao vídeo.
Os sinais de vídeo, que no Brasil até o final dos
anos 1960 eram transmitidos em preto e branco, passaram a ser
enviados também a cores, inaugurando a chamada TV a Cores.
Era uma inovação surpreendente para a época.
Isso significava que as informações que trafegavam,
suportadas em ondas eletromagnéticas, exigiam cada vez
mais tecnologia e circuitos sofisticados para serem se transformarem
em imagem e som de qualidade em cada televisor.
Na televisão, além das informações
estruturais de cada imagem, devem também ser informadas
as cores e o áudio que geralmente a acompanha. Para captar
as imagens as câmeras de TV foram sendo continuamente aperfeiçoadas.
A luz que chega até elas é concentrada através
de lentes apropriadas que levam as ondas eletromagnéticas
até uma região sensível, interna da câmera.
Cada ponto de luz deve ser lido e interpretado por uma varredura
eletrônica, um feixe de elétrons que é gerado
e cuja posição, intensidade e brilho (conjunto chamado
de pixel) devem ser conservados. Através de um circuito
eletrônico de varredura, estas informações
são transformadas em sinais elétricos e percorrem
um longo caminho até chegarem à antena de transmissão
da emissora de TV. O sinal composto de televisão, como
é chamado, também é transportado por uma
onda eletromagnética portadora, que se irradia para o espaço.
No entanto, quanto maior a freqüência de oscilação
da onda portadora, menos ela se reflete na atmosfera, de modo
que o alcance dos sinais de televisão é relativamente
curto, exigindo que as chamadas estações repetidoras
os amplifiquem e os redistribuam para mais e mais longe. Há,
no entanto, um limite físico para isso, ainda mais quando
se trata de países com vasta área territorial como
o Brasil. Neste caso, desde a década de 60 do século
XX, com a tecnologia dos satélites de transmissão,
os sinais de televisão puderam ser distribuídos
pelo mundo inteiro, através de convênios firmados
entre as emissoras de vários países. É este
o momento em que o mundo começa a ser percebido como uma
"aldeia global", isto é, uma grande aldeia humana
mundialmente conectada através das redes de satélites,
por meio das ondas eletromagnéticas.
A partir do século XXI as transmissões de televisão
ganham novo contorno, com a chegada das tecnologias digitais.
A qualidade das transmissões é ainda mais elevada,
permitindo que aparelhos de televisão concebidos e produzidos
a partir de tecnologias digitais exibam imagem e som com extraordinária
fidelidade e com dimensões que vão desde uma tela
do tamanho de um relógio, ou de um celular, a telas que
ultrapassam uma centena de polegadas de diâmetro. Além
disso, os computadores domésticos também podem exibir
programas de rádio e televisão digital, de modo
que se registra um aumento notável nos meios de comunicação
de massa.
No fechamento deste software dedicado ao ensino de física,
as pesquisas com a televisão em três dimensões
(3D) a laser já é uma realidade nos centros de pesquisa
e desenvolvimento de algumas empresas dedicadas ao segmento das
comunicações e, no decorrer do tempo, deverão
chegar às instituições e às casas
dos telespectadores.
A propósito, o conceito de espectador "passivo"
está se transformando para outra modalidade que poderia
ser chamada de Teleinteragente, isto é, a televisão
está deixando de ser um veículo unidirecional cujos
programas vêm prontos e fechados, para serem escolhidos
pelos teleinteragentes.
A integração das mídias digitais já
propicia possibilidades inovadoras: celulares recebem programas
de televisão digital e computadores permitem o acesso a
várias emissoras que já transmitem segundo esta
tecnologia. Como o futuro se apresenta não se sabe ao certo,
mas as possibilidades oferecidas pela integração
das tecnologias por via digital, aponta para um mundo onde as
Telecomunicações e as comunicações
pessoais alcançarão padrões inovadores, na
eterna busca de soluções a problemas de toda ordem,
empreendida pelas pessoas, em todos os tempos, em todos os lugares.
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A partir do século XXI, as transmissões
de televisão ganham novo contorno com a chegada
das tecnologias digitais. A qualidade das transmissões
é ainda mais elevada, permitindo que aparelhos
de televisão concebidos e produzidos a partir de
tecnologias digitais exibam imagem e som com extraordinária
fidelidade e com dimensões que vão desde
uma tela do tamanho de um relógio, ou de um celular,
a telas que ultrapassam uma centena de polegadas de diâmetro.
Além disso, os computadores domésticos também
podem exibir programas de rádio e televisão
digital, de modo que se registra um aumento notável
nos meios de comunicação de massa.
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REFERÊNCIAS
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- CARVALHO NETO, C. Z. OMOTE, N. & PUCCI, L. F. S. Física
Vivencial. São Paulo: Laborciência Editora, 1998.
|
- CARVALHO NETO, C. Z.; MELO, M. T. E agora, professor? Por
uma pedagogia vivencial. São Paulo: Instituto para a
Formação Continuada em educação
(IFCE), 2004.
|
- CARVALHO NETO, C. Z. Espaços ciberarquitetônicos
e a integração de mídias, por meio de técnicas
derivadas de tecnologias dedicadas à educação.
Dissertação (Mestrado em Educação
Científica e Tecnológica) - Programa de Pós-Graduação
em Educação Científica e Tecnológica
da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis,
2006.
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