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Desafio 1.
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| As radiações ionizantes (radiações com energia suficiente para extrair elétrons de átomos) podem agir de forma indireta ou direta sobre as moléculas de água. Os efeitos indiretos (que correspondem a 70% dos efeitos biológicos das radiações ionizantes no tecido vivo) resultam da formação de radicais livres, geralmente modificações das moléculas de água que constituem os meios extra e intracelular. Os efeitos diretos (que correspondem a 30% dos efeitos biológicos das radiações) são produzidos quando a energia da radiação é absorvida diretamente por moléculas, que são importantes para os diversos metabólitos das células, como as enzimas e o DNA. Os efeitos das radiações podem ser somáticos, quando se manifestam no próprio indivíduo, ou genéticos, quando se manifestam nos seus descendentes. A radiólise da água, portanto, é a modificação estrutural da molécula de água causada pela radiação ionizante. Esta pode levar as moléculas de H2O a um estado muito excitado ou então propiciar a formação de radicais do tipo H3O+, OH-, H2O+ e H2O-, os quais, por serem instáveis, podem levar à formação de radicais livres do tipo H e OH, que se caracterizam por serem muito reativos e por não possuírem carga elétrica. Em virtude disso, esses radicais livres podem interferir com o metabolismo das proteínas, dos lipídios e dos carboidratos. Entre outras, algumas possibilidades reacionais intracelulares e extracelulares são:
O sinal positivo indica a formação de
um íon positivo (um átomo que perdeu um elétron)
e o sinal negativo indica um íon negativo (um átomo que
capturou um elétron). Sendo formas altamente reativas, os radicais Como consequência, novas moléculas do
organismo vivo podem ser danificadas, passando a disputar elétrons
com o meio. Portanto, há uma infinidade de reações
que podem acontecer in vivo como decorrência de
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